terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Insconscientemente consciente


Certas vezes me pego cantarolando músicas em minha cabeça. Até aí tudo normalíssimo, e é aí que começo a prestar atenção que nem sempre estou pensando nelas por estímulos externos (como um carro que passa por mim na rua com o rádio no volume máximo, ou a música ambiente de uma loja, ou mesmo aquela música que ouvi no rádio horas antes) e noto que, na realidade, aquela música que nem ao menos percebi que estava cantarolando e que há tempos não ouvia em lugar algum, traduz precisamente meus sentimentos naquele momento.

Cada vez que vejo isso acontecendo (algo que tem sido cada vez mais frequente) me surpreendo com o meu subconsciente. Às vezes acontecem coisas em nosso dia a dia que pensamos não nos afetar, mas nosso subconsciente certamente discorda.

Músicas são uma forma inconsciente de comunicação da nossa consciência conosco. Pode até parecer loucura, mas apenas preste atenção! Essas pequenas coisas podem dizer muito sobre nós e nos fazer enxergar que às vezes sentimos coisas que jamais perceberemos, se não prestarmos muita atenção.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Como economizar a leitura de pelo menos 7.000 páginas de clássicos da literatura

Recebi isso por e-mail e achei bem interessante, principalmente para o pessoal que não curte muito literatura, mas gosta de estar bem informado. Lá vai...

1) Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed. Chartreuse. 1200 páginas.
Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por issoNapoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro. Fim.

2) Marcel Proust: À La recherche du temps perdu. (Em Busca do TempoPerdido). Paris, Gallimard. 1922. 1600 páginas.
Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá umbeijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. vol.I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344, vol.VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos - e pronto. Fim.

3) Luís de Camões: Os Lusíadas. Editora Lusitania.
Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidospor uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas. Fim.

4) Gustave Flaubert: Madame Bovary. 778 páginas.
Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre. Fim.

5) William Shakespeare: Romeo and Juliet. Londres, Oxford Press.
Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro. As duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem, depois que ela bebe sonífero e ele pensa que era veneno. Fim.

6) William Shakespeare: Hamlet. Londres, Oxford Press.
Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe,cujo homem de confiança é o pai da namorada, que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinhamatado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado. Fim.

7) Sófocles: "Édipo-Rei" - tragédia grega. Várias edições.
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta. Fim.

8) William Shakespeare: Othelo
Resumo: Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra.Prende o cara e fica chorando sozinho. Fim.

Uma citação célebre

Quero começar os posts deste blog citando um poeta por quem tenho grande admiração, o GRANDE Vinícius de Moraes. Para quem tinha dúvidas se ele realmente curtiu a vida...

"O uísque é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado."

... acho que curtiu, hein?!